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 Skylake


Moderador Global
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Um cirurgião italiano chamado Sergio Canavero está planejando realizar uma cirurgia arriscada e que nunca foi realizada com sucesso até hoje. Ele pretende transplantar a cabeça de um paciente tetraplégico para o corpo saudável de outro paciente com morte cerebral. Não é necessário nem dizer que muita gente está achando a ideia toda muito mirabolante e completamente irreal. Mas Canavero não parece estar brincando com isso. Ele inclusive já conseguiu um voluntário.

Valery Spiridonov, de 31 anos, teria se voluntariado a passar pelo procedimento, uma vez que sofre de uma doença terminal que ataca seus músculos, chamada Síndrome de Werdnig-Hoffman. Em entrevista ao Russia Today, Spiridonov se mostrou bastante animado com a novidade. “Tenho muito interesse em tecnologia e qualquer assunto progressivo que possa mudar a vida das pessoas para melhor. Fazer isso é uma grande oportunidade para mim, mas também criará uma base científica para futuras gerações, independente de qual seja o resultado”, declarou.

E o novo corpo?


Apesar de Spiridonov já ter se voluntariado a passar pelo procedimento, Canavero ainda não encontrou o corpo para o qual ele deve ser transplantado. Fora isso, existem discussões éticas sobre utilizar um corpo inteiro, com vários órgãos que poderiam salvar a vida de diversas pessoas, em um procedimento que beneficiaria somente um paciente.

De qualquer maneira, o cirurgião já tem quase tudo planejado para realizar o trabalho e publicou uma série de artigos sobre estudos que tem feito nessa área, explicando extensivamente como deve proceder durante a cirurgia.

Canavero afirmou também que toda a tecnologia necessária para a operação já está disponível, e seriam necessárias 36 horas de trabalho para completá-la com uma equipe de 150 médicos. Ao final, o paciente teria 90% de chances de sobreviver e conseguir controlar o novo corpo, o que é uma aposta bem alta em se tratado de algo completamente novo e muito arriscado.

Congelados

Para fazer isso funcionar, Spiridonov seria resfriado a baixas temperaturas para evitar danos cerebrais e teria sua cabeça separada do corpo em fases. Quando chegasse às artérias e veias, a cabeça seria ligada a tubos e máquinas para manter a circulação sanguínea.

Algo parecido seria feito com o corpo da vítima de morte cerebral. Depois que tudo estivesse pronto, Spiridonov seria mantido em coma induzido por várias semanas para que houvesse tempo de sarar os ferimentos e também de a coluna e medula ficarem completamente unidas.

Fonte
Tecmundo









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